2026-08-31
A rotina automática que o seu Domínio já tem, e que quase ninguém liga
O caminho de menu, as cinco decisões antes de abrir o sistema, e a trava que faz ela não rodar. É a primeira coisa que a KSG liga num escritório, e não tem uma linha de IA dentro.
Todo mês alguém do seu escritório abre o sistema, seleciona empresa por empresa, gera balancete e razão, salva em pasta, e repete. É trabalho de gente fazendo o que o sistema já sabe fazer sozinho.
A função existe. Chama Rotina Automática, está no Domínio há anos, e a documentação do próprio fornecedor explica como ligar: soluções 8852 (configuração) e 8888 (treinamento em vídeo), na Central de Soluções da Thomson Reuters.
Este texto é o caminho inteiro. Se você quiser parar de ler aqui e ir fazer, o que vem abaixo dá conta.
Antes de abrir o sistema: cinco decisões
O roteiro só pede que você digite o que já decidiu. Anote as cinco antes.
1. Qual empresa. Uma só, que você conhece bem e cuja competência anterior está fechada.
2. Quais relatórios. Balancete e razão, em XLSX. Dois bastam para provar.
3. Qual pasta. Uma pasta nova, criada só para isto, no formato `C:\DominioExport\<empresa>\`. Pasta nova e não uma existente: se der errado você apaga inteira sem pensar duas vezes, e sabe que tudo o que estiver ali foi a rotina que colocou.
4. Que horário. Algo que você consiga conferir. Testando hoje, escolha daqui a uma hora.
5. Qual e-mail. O seu, com os dois avisos marcados: sucesso e erro.
A regra desta primeira rotina: ela tem que ser inofensiva
Só relatórios. Uma empresa. Uma pasta. Nada de importação, conciliação ou zeramento.
Se der errado, o pior que acontece é não aparecer arquivo. É o único teste que dá para rodar num ERP em produção sem pedir autorização a ninguém.
Parte 1: cadastrar a rotina
Menu: `Arquivos > Rotinas Automáticas`
Dê um nome à rotina. Na guia Geral, deixe desmarcados `Importação de Extrato Bancário`, `Conciliação Bancária` e `Zeramento`. Nesta primeira, nada disso.
Vá direto para a guia Relatórios > Excel e marque `Balancete` e `Razão`, em xlsx. A guia Relatórios > PDF pode ficar em branco: um formato basta para o teste, e o XLSX é o que serve de insumo depois.
Importações: não marque nada. Portal do Cliente: não marque nada. Publicar relatório para o cliente numa rotina de teste é o tipo de erro que não dá para desfazer.
Gravar.
Parte 2: agendar a execução
Menu: `Movimentos > Rotinas Automáticas`
Em Novo, dê uma descrição. Na guia Executar, quadro Agendamento, defina dia e horário.
No quadro Competência da Rotina, campo Período, escolha mês anterior. A competência anterior já está fechada, então o relatório sai com número de verdade em vez de mês pela metade.
No quadro Opção, marque `Gerar relatórios individualizados por empresa` e também `Executar estas rotinas somente pelo usuário responsável`, para a rotina não disparar na sessão de outra pessoa.
No quadro Rotinas, inclua a rotina da Parte 1. Na guia Empresas, selecione apenas a empresa que você escolheu e aponte a pasta.
Na guia Avisos, quadro Receber e-mail se, marque as duas: `Concluir processo com sucesso` e `Ocorrer erro durante o processo`.
Marque as duas, não só a de erro. Sem o aviso de sucesso, "não chegou e-mail" fica ambíguo: pode ser que deu certo e não avisou, ou que nem rodou. Com os dois, silêncio significa uma coisa só. A rotina não executou.
A trava que faz ela não rodar
No horário agendado, o Domínio precisa estar aberto no módulo em que a rotina foi criada. Criou na Contabilidade? O sistema tem que estar aberto na Contabilidade naquele momento. Pode ser em qualquer estação, por qualquer usuário, mas tem que estar aberto.
Quem usa Domínio Web não deve agendar para muito tarde: o fornecedor recomenda até cerca de uma hora e meia depois de sair do escritório, para a sessão não cair por inatividade.
Isso não é detalhe técnico. É a pergunta real por trás do teste: existe uma máquina do escritório que fica ligada e logada? Se a resposta for não, a rotina só roda em horário comercial. Continua funcionando, mas muda o desenho de tudo que vier depois.
Conferir, no dia seguinte
Três checagens, nesta ordem.
Chegou e-mail? Sucesso ou erro, qualquer um dos dois prova que a rotina disparou.
A pasta tem arquivo?
O arquivo abre e tem número? XLSX vazio ou só com cabeçalho é falha silenciosa, e é a pior das três.
Se algo falhar, quase sempre é reconfiguração de um campo. Nenhum e-mail costuma ser o Domínio fechado no horário. E-mail de erro costuma ser pasta inexistente ou sem permissão de escrita. Sucesso com pasta vazia é caminho apontando para outro lugar, rede contra local. Arquivo sem dados é competência errada, ou empresa sem movimento no mês anterior.
Depois que funcionar: a mesma rotina, com todas as empresas
É o fechamento mensal saindo sozinho. Balancete, razão, DRE, diário e balanço, em pasta por empresa, com aviso de erro por e-mail.
Vale fixar a convenção de pasta agora, e não depois: `C:\DominioExport\<empresa>\<AAAAMM>\`. O Domínio suporta busca em subpasta por competência nativamente. Definir o padrão agora custa cinco minutos; mudar depois custa reconfigurar rotina por rotina.
Onde isto para, e é de propósito
Tudo acima é leitura. A rotina gera relatório e larga numa pasta, e o pior caso é não aparecer arquivo.
A tentação seguinte é automatizar a importação, e aí a natureza da coisa muda: pasta vigiada por rotina automática é escrita no ERP, com atraso. Se um processo larga um arquivo lá e a rotina importa às 19h, o sistema gravou em produção sem ninguém aprovar.
Existe uma forma de fazer isso sem abrir mão do controle, e ela é simples: duas pastas.
```
C:\DominioIn\_rascunho\ ← quem prepara escreve aqui. A rotina não olha
C:\DominioIn\ ← a rotina olha aqui
```
Mover o arquivo de uma pasta para a outra é o ato de aprovação humana. A fronteira entre as duas é onde a máquina para e a decisão volta a ser de gente, e é ela que segura a regra de pé quando a automação fica conveniente demais.
Vale registrar um detalhe que não tem volta: o extrato bancário de um mês só pode ser importado uma vez por empresa. Não existe reimportação. Ou o arquivo está certo, ou é preciso excluir o extrato antes de tentar de novo. É por isso que importação nunca é a primeira coisa a ligar.
Por que a KSG publica isto
Porque é literalmente a primeira coisa que a gente liga num escritório, e ela não tem uma linha de IA dentro.
Antes de qualquer agente: ligar o que o sistema já faz sozinho e ninguém usa. Custa uma tarde, roda no primeiro mês, e é o que prova que a gente conhece a casa antes de propor qualquer robô.
Se você ligar sozinho, ótimo. O caminho está aí inteiro. O que a gente faz depois disso é outra conversa, e ela começa exatamente onde este texto para: na fronteira entre o que a máquina pode fazer sozinha e o que precisa de uma pessoa.